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sábado, 17 de junho de 2017

Cientistas indicam qual será principal arma tecnológica do século XXI

Não serão bombas atômicas ou termonucleares, mas sim sistemas de inteligência artificial com autoaprendizagem

© pixabay
Novas armas superpotentes do século XXI não serão bombas atômicas ou termonucleares, mas sim sistemas de inteligência artificial com autoaprendizagem, que já hoje estão sendo desenvolvidos pelos países líderes mundiais, acha Jean-Christophe Bonis, futurólogo francês.

"Nelson Mandela escreveu em 1995 que a arma principal do século XXI será a informação, que substituirá armas nucleares e outras armas de destruição em massa do século XX. Mas, na minha opinião, tal arma serão sistemas de inteligência artificial, pois para funcionar, ao invés de bomba atômica, não precisam nem de urânio, nem de usinas, nem outras coisas difíceis de receber, mas somente de silício e eletricidade", afirmou o cientista francês na conferência de imprensa, dedicado ao festival de ciência e tecnologia Kaspersky Geek Picnic.
Como nota o futurólogo, é impossível monitorar a criação de sistemas de inteligência artificial tal como a Agência Internacional de Energia Atómica e outras organizações controlam a presença de urânio, plutônio e outras substâncias nucleares perto das instalações secretas do Irã ou da Coreia do Norte. Por isso será extremamente difícil ou até impossível prever o desenvolvimento de tal armamento.
"Os políticos e representantes das forças de segurança da França, Israel e muitos outros países negam estarem desenvolvendo tais sistemas para travar a guerra cibernética. Não podemos verificar a veracidade destas afirmações. Mas, eu acho que estão de fato desenvolvendo estas tecnologias, sendo este o objetivo estratégico principal para a maioria dos grandes países.
Se já estão desenvolvendo estas armas, por é que não as usam, então? Os países-membros da OTAN consideram os ataques cibernéticos como equivalentes a assaltos físicos e se reservam o direito de reagir a tal ameaça com quaisquer meios, explicou vice-presidente da empresa de TI russa Kaspersky Lab, Anton Shingarev.
Além disso, as armas cibernéticas podem prejudicar a própria parte atacante, pois as instalações industriais e militares modernas utilizam equipamento semelhante, que funciona de acordo com princípios parecidos e estão ligadas à mesma rede global. Ou seja, a vítima de ataque pode analisar os meios de ataque e responder de modo igual, o que torna inúteis tais ataques a nível governamental. (Sputnik)
Via...Notícias ao Minuto

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