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terça-feira, 27 de junho de 2017

"Nova oposição" pressiona Maia a definir rito de denúncia contra Temer

PSB migrou para a oposição quando foi divulgada gravação de conversa entre Temer e Joesley Batista, dono da JBS

© Ueslei Marcelino / Reuters
Integrantes de partidos como DEM, PPS, PSB, PDT, PSOL, Rede, Podemos e PHS formaram um grupo de oposição ao governo Michel Temer e agora pressionam o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a já estabelecer um rito para a denúncia apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o presidente.

Legenda de Maia, o DEM integra a base aliada de Temer, assim como o PPS. O PSB migrou para a oposição quando foi divulgada gravação de conversa entre Temer e Joesley Batista, dono da JBS. Cerca de metade do partido, no entanto, ainda se mantém governista, e a legenda ainda ocupa o Ministério de Minas e Energia.

Principal partido da oposição, o PT não têm participado das reuniões do grupo. Os integrantes desta "nova oposição" dizem que a participação da legenda do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderia prejudicar as articulações no momento.Este grupo de congressistas tenta uma audiência com Maia nesta terça-feira (27).
Querem que ele defina os detalhes da tramitação da denúncia e que estabeleça inclusive sessões aos domingos, como aconteceu no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
"Existe um ineditismo no fato. Queremos que, no mínimo, seja garantido um rito tão rigoroso quanto o do impeachment", disse Julio Delgado (PSB-MG), um dos membros do grupo, que não havia recebido uma resposta de Maia até o final desta tarde.
Em outra frente, esta nova oposição se movimenta para preparar o terreno para uma eventual Presidência da República sob comando de Maia, o primeiro na linha sucessória.
Maia tem mantido a discrição para não dar margem a acusações sobre conspirar contra Temer, que o ajudou a chegar à presidência da Câmara duas vezes.
A cautela que Maia tenta transparecer é tanta que, até hoje, ele não se manifestou sobre os pedidos de impeachment protocolados na Câmara contra Temer. Não deu seguimento, mas também não os arquivou.
Ele também tem se esquivado de falar sobre quem assumirá a relatoria da denúncia na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara.
O governo quer garantir no posto alguém de confiança para produzir um parecer favorável a Temer. Com informações da Folhapress.
Via...Notícias ao Minuto

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