Publicidade

Postagem em destaque

Criptomoedas estão sendo usadas em esquemas de pirâmide, diz promotor

"Moedas virtuais do jeito que estão hoje com essa subida vertiginosa, onde não há lastro, não há ninguém para regular", diz espec...

terça-feira, 20 de junho de 2017

PSOL, petistas e movimento de sem-teto discutem plano para esquerda

A reunião contou com a participação do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) e do ex-ministro da Justiça Tarso Genro

© Reprodução / Facebook
Um grupo de petistas, dirigentes do PSOL e representantes de movimentos de esquerda se reuniu na tarde deste domingo (18) para traçar uma estratégia conjunta para a oposição.


Realizada a convite do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), de Guilherme Boulos, e da Frente Povo Sem Medo, a reunião contou com a participação do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) e do ex-ministro da Justiça Tarso Genro.
Embora participantes neguem que o pós-Lula estivesse em pauta, ficou acertada a organização de debates públicos e via internet para elaboração de um programa de governo a partir do segundo semestre.
Anteriormente defendida por movimentos de esquerda, a redação de uma plataforma comum já foi rechaçada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em duas reuniões, sob o argumento de que deve ser factível.
Um dos participantes da reunião de domingo explica que o futuro da esquerda está atrelado ao destino de Lula e aos desdobramentos da Operação Lava Jato.Segundo outro participante, está em discussão um "programa mais à esquerda", que vá "além" dos governos petistas. A reforma do sistema tributário, uma auditoria do sistema da dívida e o controle da mídia são propostas em debate.
O encontro invadiu a noite de domingo e reuniu em São Paulo dirigentes da chamada esquerda petista, de aberta oposição ao atual comando partidário. Desde o ano passado, esses descontentes discutem a possibilidade de sair do PT. Entre suas alternativas, estão a criação de um partido ao lado de Boulos e a migração para o PSOL. Boulos ainda não tem filiação partidária.
No dia 2 de junho, o ex-presidente contrariou a esquerda petista ao pregar pragmatismo durante discurso de abertura do congresso partidário. Em tom professoral, Lula afirmou que, toda vez que se faz um discurso, "tem que chegar em casa e colocar na balança e saber se ele é exequível".
Lula disse ainda que, para governar, é necessário fazer alianças com os eleitos.Incomodados, integrantes de correntes à esquerda intensificaram debates sobre a saída do PT. Não há, porém, consenso sobre que destino seguir. O resultado do congresso petista –que elegeu a nova direção partidária– também provocou fissuras no movimento de deputados federais que buscavam alternativas coletivas para o grupo.
Presente ao encontro, o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) limitou-se a dizer que foi "um bate-papo restrito sobre os rumos da esquerda".Segundo participantes, os dirigentes do PSOL pediram que o encontro não fosse divulgado para evitar mal estar com integrantes do partido excluídos do encontro. Também presente, o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ) não se manifestou.
Segundo Tarso, houve um acordo para que a reunião não vazasse. Defensor da criação de uma frente de esquerda, o ex-ministro não tem participado mais das reuniões formais do PT. Ao comentar a reunião de domingo, limitou-se a dizer: "A minha agenda era discutir, e é uma nova frente".
Via...Notícias ao Minuto

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Os comentários não representam a opinião deste blog.

Muito obrigado. Infonavweb