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quinta-feira, 29 de junho de 2017

'Recolhedor de propina' fez delação premiada que prendeu PMs no Rio

Até agora, 54 policiais militares foram presos

© PM/Fotos Públicas
Beneficiado por uma delação premiada, um "recolhedor de propina do tráfico" foi o responsável pela prisão de dezenas de policiais militares nesta quinta-feira (29) no Rio de Janeiro. Até agora, 54 policiais militares foram presos. O acordo é o primeiro no Rio num inquérito envolvendo a prisão de policiais e traficantes.

Segundo os investigadores, o "recolhedor do tráfico" foi preso em fevereiro do ano passado por acaso durante a reconstituição de um homicídio numa das principais vias de São Gonçalo, município da região metropolitana.
Ele foi rendido dirigindo um carro ao sair de uma comunidade próxima do local da reconstituição. O homem foi preso com R$ 20 mil, três pistolas, drogas e um celular. De acordo com o seu depoimento, ele foi oferecer armas apreendidas pelos policiais do 7º Batalhão (o único da cidade) aos traficantes da comunidade.
Na delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, os investigadores se surpreenderam com a agenda do celular do preso, que tinha dezenas de telefones de policiais e traficantes da cidade.
A partir daí, promotores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). pactuaram um acordo de delação premiada. Com o acordo firmado, os policiais conseguiram rastrear a série de crimes da organização criminosa, que incluía aluguel de fuzis até a escolta dos criminosos nos deslocamento pela cidade. O esquema movimentava cerca de R$ 1 milhão por mês.
As escutas também flagraram policiais sequestrando traficantes. Caso o resgate não fosse pago, os policiais levavam os "reféns" presos para a delegacia. O resgate não ultrapassava R$ 5.000.
OUTRAS DELAÇÕES
Pelo acordo, que já foi homologado, o delator deverá ter a sua pena reduzida. Apesar da prisão do "recolhedor", o esquema de corrupção continuou operando. Na quarta (28), outros dois "recolhedores" foram presos. Eles também negociam delação premiada.
"Os recolhedores" eram homens de confiança dos policiais e faziam a ponte com os traficantes. Eles recebiam cerca de R$ 2.000 semanalmente de cada ponto de venda de droga extorquida. Os investigadores identificaram pelo menos 50 comunidades abastecendo o esquema. Cada comunidade tinha mais de um ponto de venda contribuindo ilegalmente com os militares.
O inquérito, que tem mais de 4.000 páginas, conta com mais de 800 páginas de diálogos entre policiais e traficantes. A investigação interceptou 200 mil ligações telefônicas até fevereiro deste ano.
CÚPULA DO BATALHÃO
De acordo com a investigação, o esquema envolvia apenas policiais que atuam ou eram lotados no 7º Batalhão, o único de São Gonçalo.
A Justiça pediu a prisão de 96 militares. O Batalhão conta com 800 homens. A apuração ainda não terminou. Investigadores acreditam que os militares presos nesta quinta poderão ajudar a identificar outros envolvidos no esquema de recebimento de propina.
Dos presos até agora, um sub-tenente tem a maior patente. Os investigadores acreditam que oficiais poderão ser identificados na nova fase da operação.
Via...Notícias ao Minuto

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