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quarta-feira, 19 de julho de 2017

20% dos pacientes com câncer desenvolvem trombose, alertam médicos

Fatores genéticos, história familiar, idade avançada, estilo de vida, tipo e localização do tumor, além de determinados medicamentos são alguns dos gatilhos da formação de trombos

© DR
Relacionada a um conjunto de fatores, a trombose em pacientes com câncer – nos homens, em especial de próstata, pâncreas e pulmão; nas mulheres os ginecológicos, de estomago e intestino principalmente aqueles com tumores de pâncreas, ovário, estômago, cérebro, cólon, pulmão ou mama – depende de características do tipo e da localização do tumor e do próprio paciente, como genética, história familiar, idade avançada e estilo de vida, por exemplo. Estudos do Instituto Nacional de Câncer (Inca) mostram que cerca de 20% dos pacientes com câncer desenvolvem trombose. Isso porque este grupo apresenta de 4 a 7 vezes mais risco trombótico, se comparado a um paciente considerado sadio.

Uma das possíveis explicações, segundo Daniela Rocha, onco-hematologista do HCor – Hospital do Coração, é que alguns medicamentos utilizados no tratamento do câncer podem aumentar substancialmente possíveis eventos trombóticos como acidentes vasculares ou embolias pulmonares. “Os coágulos sanguíneos são gerados direta ou indiretamente pelas células cancerígenas, que liberam substâncias na circulação que podem se acumular nas veias. Este é o cenário perfeito para a formação de um trombo”, esclarece. Já em pacientes submetidos à quimioterapia, o risco aumenta. “O tratamento agressivo e aplicado diretamente nas veias agride a parede dos vasos sanguíneos”, conta.
Exames ajudam a diagnosticar
Em mais de 90% dos casos, os pacientes não sabem que têm predisposição genética para a doença. Antes mesmo que apareçam os primeiros sinais, é possível investigar, com precisão, possíveis mutações genéticas que podem levar ao quadro de trombose. “Exames de sangue específicos ajudam a diagnosticar o problema com antecedência, evitando que o paciente sofra complicações sérias, como uma embolia pulmonar, por exemplo”, conta. “Para isso, é fundamental realizá-los em todas as fases da vida, independente de histórico familiar ou tumores já instalados”, aconselha a onco-hematologista do HCor.
Cuidados com o paciente
Elevação e movimentação dos membros inferiores, meias elásticas de compressão, e, em casos mais graves, a administração de anticoagulantes que previnem a formação de trombos são as medidas de cuidado ao paciente mais adotadas. “A medida preventiva adotada deve proporcionar eficácia e bem-estar ao paciente sendo escolhida de acordo com cada caso. Alguns medicamentos, por exemplo, são eficientes em impedir a formação de trombos venosos e apresentam pouco risco ao paciente”, conclui a Dra. Daniela.
Trombose em números
· Na população brasileira, estima-se uma prevalência de trombose venosa de 0,6 casos para 1.000 hab./ano, contra 0,1% em comparação à população geral;
· A prevalência de trombose pulmonar varia de 3,9% a 16,6%;
· A embolia pulmonar é a causa direta de morte em 19,1% dos pacientes.
Via...Notícias ao Minuto

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