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quarta-feira, 19 de julho de 2017

Finlândia reforça Fronteiras para combater 'homens verdes'

O termo "pequenos homens verdes" define soldados estrangeiros sem insígnias

© Reuters
Em meio à paranoia anti-russa, Finlândia pretende ampliar os poderes da sua Guarda de Fronteiras, de maneira a conter ameaças híbridas. Para combater os "pequenos homens verdes", termo que define soldados estrangeiros sem insígnias, a Guarda de Fronteiras terá o direito de abater drones, vigiar suspeitos e bloquear redes móveis.

O novo projeto de lei apresentado no parlamento finlandês dará à Guarda de Fronteiras finlandesa o poder de utilizar as mesmas táticas que a polícia, inclusive o uso da força militar. Com vista a resistir a uma guerra híbrida internacional, a Finlândia aumentará significativamente as capacidades de defesa da Guarda de Fronteiras, de forma a impedir sérios incidentes nas fronteiras ou falhas nos sistemas informáticos, informou a emissora nacional finlandesa Yle.
Enquanto as medidas propostas são supostamente destinadas a combater a imigração ilegal, o tráfico de pessoas e a tomadas de reféns, é evidente que a inventada "ameaça russa" foi a razão principal para tudo isso, conforme indicam as recentes ações da Finlândia.
Na semana passada, a Finlândia aprovou um projeto de lei que proíbe os chamados "pequenos homens verdes" ou forças militares operando sem insígnias reconhecíveis (na Escandinávia tal designação costuma se referir aos soldados russos). Alguns dias antes, foi informado que a Finlândia reconstruiu seu sistema de túneis e bunkers da época da Guerra Fria na área metropolitana em caso da possibilidade absurda de um ataque russo.
O chefe de pessoal da Guarda de Fronteiras, Ari-Pekka Koivisto, afirmou que as medidas se devem à reunificação da Crimeia com a Rússia, que os políticos escandinavos consideram como "ocupação".
O objetivo de alargar os poderes da Guarda de Fronteiras é ajudar esta força a manter a segurança até à chegada de reforços no caso de um incidente sério. Assim, a jurisdição da Guarda de Fronteiras será territorialmente estendida para além da linha fronteiriça.
Uma das mudanças mais notáveis propostas pelo projeto é usar recrutas militares como apoio. Atualmente, apenas estagiários e cadetes da Academia da Guarda de Fronteiras e da Guarda Costeira podem prestar apoio em situações críticas.
Entre os novos poderes, a Guarda de Fronteiras terá o direito de utilizar equipamento de coleta de informações secretas, tais como as estações das redes de celulares localizadas perto dos pontos de passagem nas fronteiras.
Além disso, os guardas poderão bloquear redes de telecomunicações móveis para que os "pequenos homens verdes" não possam coordenar suas ações.
Finalmente, A Guarda irá controlar mais o espaço aéreo ao longo da fronteira, tendo o direito de abater ou neutralizar drones e outros veículos não tripulados, evitando assim a espionagem.
"As ameaças híbridas costumam escalar muito rápido, sendo difíceis de antecipar", disse o comandante adjunto da Guarda de Fronteiras Sudeste, Jaakko Olli, para a Yle. "Os novos poderes nos permitirão reagir a situações de forma mais rápida e eficiente, mesmo nas condições do dia-a-dia", afirmou.
O projeto será discutido no parlamento no outono e se espera que entre em vigor na primavera de 2018.
Mais cedo neste ano, a OTAN e a União Europeia assinaram um acordo para estabelecer em Helsinque um Centro Europeu de Excelência para conter ameaças híbridas.
Via...Notícias ao Minuto

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