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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Cada vez mais cariocas usam a internet para 'fugir' de tiroteios

Em um ano, sites e aplicativos registraram 3.829 trocas de tiros na cidade

© DR
Os tiroteios que assolam o Rio de Janeiro transformaram a rotina das pessoas que vivem na cidade. Os moradores passaram a utilizar a internet para divulgar os conflitos no momento em que estão ocorrendo e, assim, evitar transitar por regiões em conflito. Em um ano, foram registradas 3.829 trocas de tiros.

Um dos canais utilizados é o WhatsApp do jornal "Voz da Comunidade", do Complexo do Alemão. “Para o relato de morador sobre tiroteio, a gente usa o WhatsApp, até para não contaminar, porque no jornal a gente dá a notícia voltada para o serviço de cidadania e a cobertura de cidade. O Complexo do Alemão tem 13 favelas. A gente tem grupos no WhatsApp nessas 13 favelas e aí faz a transmissão. São muitas pessoas pedindo, por dia, para entrar nos grupos. As nossas redes sociais são para comunicar não só histórias positivas dentro da favela, mas também problemas sociais como lixo, casa caindo”, explicou a jornalista e chefe de redação Maria Carolina Morganti à "Veja".

A gente alerta os moradores por onde ir. A gente apura. O caveirão [carro da Polícia Militar] está lá, não vai. É muito funcional. O que está em jogo é a vida dos moradores. É um aplicativo gratuito que funciona bem.”
Um outro meio bastante utilizado é o site "Fogo Cruzado", que foi criado para divulgar dados especificamente sobre os tiroteios, que são usados em levantamentos. A jornalista e gestora do site, Cecília Olliveira, conto à revista que, além de jornalistas e pesquisadores que buscam informações sobre o tema, o site também é muito usado pela população. “As pessoas estão atemorizadas. Elas realmente buscam mais informação sobre o que está acontecendo, como, onde e por quê. Tem inclusive a porta aberta para os boatos”, acrescentou.
Olliveira disse ainda que o número de downloads do aplicativo tem aumentado e já atingiu 95 mil pessoas. No Twitter, o Fogo Cruzado reúne 5.834 seguidores.
A "Veja" consultou a psicóloga e pesquisadora do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPUB) Herika Cristina da Silva. Segundo a especialista, a violência urbana chegou a um nível tão elevado que as pessoas estão aterrorizadas, mas ela acredita que os aplicativos podem piorar a situação. “Ao mesmo tempo em que pode ajudar a sair de uma situação de violência, acaba levando a pessoa a ficar cada vez mais exposta ao conhecimento dessas situações. Pode ajudar a aumentar o nosso medo e essa sensação de vulnerabilidade e de insegurança, porque a pessoa se expõe a mais situações”, explicou.
Via...Notícias ao Minuto

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